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Fenapro cria conselho e defende liberdade de expressão comercial

Grupo de conselheiros terá a tarefa de pensar caminhos e propostas de desenvolvimento para a propaganda

A Federação Nacional das Agências de Propaganda (Fenapro) empossou nesta terça-feira, 14, o seu Conselho Consultivo. Composto por 12 nomes de destaque na indústria da Comunicação e ex-presidentes da entidade, o grupo surge, segundo o presidente Glaucio Binder, com a proposta de ajudar “a pensar os caminhos e as propostas mais relevantes para o desenvolvimento da atividade publicitária no País”.

Integram o conselho: Octávio Florisbal, membro do Conselho Diretor das Organizações Globo; José Roberto Whitaker Penteado, presidente da ESPM; Luis Lara, ex-presidente da Abap e presidente da Lew’LaraTBWA; Oswaldo Mendes, presidente da Mendes Publicidade; Cecília Freitas, presidente do Gruponove de Comunicação; José Dionísio Rodrigues, presidente do Grupo OM Comunicação Integrada; e os ex-presidentes da entidade Luiz Salles, sócio da SPGA, Ricardo Nabhan, presidente da ZN Marketing, Álvaro Rezende, presidente da RC Comunicação, Antonio Luiz de Freitas, presidente da Master Comunicação, José Antonio Calazans, presidente do Sinapro-RJ e sócio-diretor da Contemporânea, e Valdir Siqueira, consultor de Propaganda e Marketing.

Na mesma data, em evento com lideranças e representantes do setor de todo o País, a Fenapro também divulgou a ‘Carta do Rio de Janeiro’ pela liberdade de expressão comercial. O texto propõe que os parlamentares recém-eleitos rejeitem projetos que ameaçam a liberdade da propaganda de oferecer, sem censura, serviços e produtos ao público, conforme é assegurado pela Constituição. Segundo o documento, a Constituição de 1988 garantiu à publicidade “a proteção como direito de comunicação, sendo vedado, em seu exercício, qualquer tipo de censura”. Conforme Binder, hoje tramitam no Congresso cerca de 560 projetos que interferem no universo da atividade publicitária e alguns deles representam ameaça à propaganda, o que pode impactar nos investimentos dos anunciantes e nas vendas.

“Pelo dever ditado pela história da atividade e de seu pioneirismo o Conselho Consultivo da Federação Nacional das Agências de Propaganda (FENAPRO), legitimado pela representação do mercado nacional publicitário, enquanto segmento econômico, através dos sindicatos a ela filiados, reafirma, em  sua primeira reunião, o compromisso de lutar pela manutenção da liberdade de expressão e pensamento, em todas as atividades lícitas, repudiando, como antidemocrática, toda e qualquer iniciativa de proibição da publicidade, por seu poder de comprometer a liberdade de expressão de ideias e o direito de cada cidadão em ser o senhor de seu destino e futuro”, registra o documento.

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