Com o objetivo de apresentar as formas de se trazer as marcas para dentro do contexto digital, o painel que abriu o terceiro dia de palestras da Semana ARP, intitulado Digital Branding, foi apresentado pela coordenadora do núcleo de comunicação digital da ESPM, Paula Jung, e pelo diretor dos cursos de comunicação da ESPM, Genaro Galli.
Com o questionamento sobre o que as pessoas estão acessando hoje, a professora Paula Jung apresentou que são utilizados desde as mídias do youtube até os websites para se fazer promoções e campanhas. “A ênfase ainda são os websites, mas a tendência é que mudem porque as redes sociais estão cada vez mais tomando espaço”, explicou ela. Genaro complementou dizendo que “as empresas seguem onde está o comportamento do consumidor, por isto é importante se trabalhar o marketing digital”.
Segundo os professores, o comportamento na era digital é baseado em cybercultura, onde as pessoas passam muito mais tempo conectadas na internet, na era do espetáculo, onde todos querem ser popular, querem ver e ser visto e o digital possibilita isto, como por exemplo, com o twitter e Orkut. O processo imediato e descartável do mundo digital também é apontado, assim como a alta produtividade que a era digital possibilita. “Com o digital é possível fazer mais coisas em menos tempo, aumentando assim a produtividade, como por exemplo, a quantidade de pessoas que conseguimos falar enviando apenas um por e-mail”, informou Genaro.
Inovação é fundamental para manter as marcas vivas, em um caráter dinâmico mutável as marcas precisam estar continuamente em evolução, acompanhando o movimento digital. “Hoje os consumidores estão assumindo o controle da comunicação, porque o consumidor interage com as marcas e, é, neste contexto que as empresas precisam falar. As ferramentas digitais possibilitam cada mais visualização da marca ”, pontuou Paula.
Conforme os palestrantes, as empresas precisam pensar quais canais irão criar, pois é necessário saber quem irá gerenciar estas ferramentas, pensando a natureza do meio. “As pessoas que viralizam as coisas, então para atingi-las é preciso pensar no objetivo do que se quer para poder atingi-las”, destacou a professora.
Com a apresentação de um case em que mostra apenas uma pessoa dançando no inicio de um show da banda Black I Pice, e no final do evento todo mundo estava dançando a mesma coreografia, foi apresentado um exemplo de engajamento e de espetáculo, onde, toda a mobilização foi programada por meio de ações pela internet.
De acordo com Genaro, vivemos hoje, na era da transparência. “As empresas hoje tem parede de vidro e por isto, tudo o que for feito vai chegar ao ouvido do público”. Então, conforme ele é necessário que as empresas tenham consistência e coerência ao trabalharem com o mundo digital. “As redes digitais são fáceis para entrar, mas difícil para sair, pois muitas pessoas passam a se pautar e acompanhar a empresa por meio destas redes, então o fato de excluí-las pode comprometer a credibilidade da marca”, concluiu.

