
O publicitário Ken Fujioka foi recebido por um auditório lotado – quase 120 pessoas – para sua palestra na manhã desta segunda-feira, 28. Na sua apresentação, realizada no Auditório 2, ele falou sobre ‘Como ser feliz no trabalho’, apresentando sua empresa, a Ada Strategy. Para chegar ao seu objetivo, de falar sobre a empresa, Fujioka contou a história da colega, a engenheira Cris, e sua trajetória e comparou com a sua, cuja carreira foi desenhada na área da Comunicação.
Antes de fundar a Ada, o publicitário trabalhou na Thompson (ex-JWT) e na extinta Loducca, foi duas vezes presidente do Grupo de Planejamento de São Paulo, e foi um dos responsáveis por um estudo sobre assédio no mercado da Comunicação. Cris e ele, conforme falou, têm algo em comum, que é gostar de resolver problemas. Assim, surgiu a consultoria Ada Strategy.
Fujioka também comentou que, quando saiu de agência, prometeu a si mesmo que não faria somente uma coisa da vida, por isso, começou a fazer atividades diferentes, como o podcast Naru Hodo, no qual responde a perguntas com embasamento científico; coordena o grupo Nemoh, em São Paulo, de masculinidade; e é sócio de duas startup, a 1Will e a Manda Salve, que será lançada em novembro próximo.
Voltando ao tema da palestra, Fujioka explicou como surgiu a Ada. “Em uma agência, você apresenta soluções, que são sempre as mesmas, independentemente do problema. Tudo se resolve com uma campanha”, analisou e completou: “Cansei e resolvi buscar outras soluções. Quis unir minhas dores como executivo se acomodassem com as dores da Cris”. Ao listar essas dores, citou a falta de senioridade, pois, nas agências há uma juniorização, o que, segundo defendeu, é culpa do sistema e não das pessoas. Outro problema era a falta de agilidade, afinal, muitos projetos demandam respostas rápidas.
Citou, ainda, falta de diversidade, já que, em agência, conforme defendeu, só tem publicitário e as consultorias são compostas por homens brancos engravatados, que fizeram a mesma faculdade. “A gente queria um modelo que rompesse com isso”, explicou. Comentou, também, a falta de concretude, pois queria trabalhar com algo que entregasse coisas concretas e que não “morressem dentro do armário ou da gaveta, como um relatório”.
Após, começou a explicar como funcionam os processos na Ada Strategy. “Resolvemos os problemas em quatro semanas, com foco em identificar o problema, organizar e apresentar a solução ao cliente. Nos organizamos para isso, não procrastinamos as tarefas e ficamos sem celular, pois você não faz ideia do que somos capazes quando estamos sem um smartphome”, brincou. Para chegar à solução do problema do cliente, a Ada se organiza em times, que contam com a participação do cliente e de pessoas de fora, como especialistas, que têm habilidades que o cliente não tem, ou seja, complementam-se. “Somos produtivos no horário estipulado. Não precisamos trabalhar além do horário estabelecido e ficar sem ver a família por causa disso”, destacou.
Em sua explanação, defendeu que é preciso parar de achar que ideia boa não existe. “No mundo real, se já foi feito e funciona, copie”, afirmou. Também mostrou alguns exemplos de campanhas, criadas pela Ada, como do banco digital Neon, e explicou como foi todo o processo até colocar a ação no ar. E, ao responder ao questionamento que dá título à palestra, Fujioka diz: “Dá, mas não o tempo todo. O importante é ter produtividade e continuidade no trabalho”.
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