Depois de quatro adiamentos, foi à votação na última quarta-feira, 24, o projeto de lei 129/10 sobre o índice de reajuste do salário mínimo regional. Apesar da posição do setor empresarial para que não houvesse qualquer aumento, foram apresentadas três propostas: 9,68%, 7,7% e a indicação original de 6,9%. A menor delas, de autoria do governo do Estado, foi aprovada pelos parlamentares por 23 votos contra 17. Com isto, as quatro faixas passam a ficar entre R$ 546,57 e R$ 594,42, retroativas a 1º de maio.
Para o segmento industrial, que é contra o salário mínimo estadual, o resultado foi frustrante. Apesar do menor reajuste, o setor entende que este tipo de diferenciação diminui a competitividade do Rio Grande do Sul em relação a outros estados. “Não há necessidade de um salário regional. Para isto, temos um valor nacional”, comentou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre após a votação, destacando que o piso gaúcho causa distorções nas negociações coletivas, pois está isolado das realidades setoriais. “O melhor seria extinguir esta prática”, disse.
A cada ano, lembrou Tigre, a Fiergs tem reiterado que a base salarial do trabalhador brasileiro deve ser definida pelo Salário Mínimo Nacional e os salários das diversas categorias econômicas devem ser discutidos nos foros. Que são legitimamente reconhecidos, ou seja, no âmbito das negociações coletivas, que são realizadas entre os sindicatos de trabalhadores e empregadores de cada segmento industrial.


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