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FIJ contabiliza 135 jornalistas mortos no exercício da profissão

Números constam em relatoria anual de violência elaborado pela entidade internacional

Morte do cinegrafista Santiago Andrade é citada no relatório | Crédito: Domingos Peixoto/AFP\n

A edição mais recente do relatório anual da violência da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) registra a morte de 118 jornalistas e profissionais de mídia em 2014 em incidentes relacionados com o trabalho direcionado ou fogo cruzado. O número representa um aumento de 13 assassinatos em relação ao ano anterior. O levantamento também aponta que mais 17 profissionais morreram em acidentes rodoviários e desastres naturais enquanto exerciam suas atribuições, contabilizando 135 vítimas fatais.

A região da Ásia-Pacífico concentra o maior número de óbitos, 35, o que torna a região mais perigosa para os jornalistas e meios de comunicação pelo segundo ano consecutivo. Logo após, aparece o Oriente Médio com 31 mortes, seguido pelas Américas (26), a África (17) e a Europa, com nove mortes violentas. O Paquistão foi classificado como o país mais perigoso, com 14 jornalistas mortos, seguido da Síria, com 12. O Afeganistão e a Palestina registraram nove mortes cada, enquanto o Iraque e a Ucrânia, oito.

Além das guerras, a FIJ aponta como outra causa para morte de jornalistas em 2014 os ataques a profissionais e instalações de mídia em zonas de conflito, como a Ucrânia e da Faixa de Gaza. “Os níveis de violência contra jornalistas permanecem inaceitavelmente elevados em vários países onde os jornalistas arriscam suas vidas em seu trabalho diário”, acrescenta Beth Costa, secretário-geral da FIJ. “Infelizmente, muitos já pagaram o preço final deste ano e perderam suas vidas para a espiral de violência que está engolindo a mídia, alimentada pelo clima de impunidade”, considera.

O relatório registra as mortes dos profissionais brasileiros Santiago Ilídio Andrade, repórter cinematográfico da TV Bandeirantes; Pedro Palma, editor do Panorama Regional; e Geolino Lopes Xavier, apresentador da N3 TV. Também consta o falecimento da jornalista argentina Maria Soledad Fernandez, da DirecTV Sports, em um acidente de automóvel, quando cobria a Copa do Mundo de 2014.

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