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Filme gaúcho é premiado em festival budista e leva diretores a Taiwan

‘Mar em Mim’, dirigido por Henrique Sommer e Guilherme Rohr, é um dos três vencedores mundiais do ‘Three Acts of Goodness International Microfilm Contest’

A obra conta a história de Leandro Beis Fraga, que remou mais de mil quilômetros de stand up paddle pela Lagoa dos Patos - Crédito: Yas Souza.

O documentário gaúcho ‘Mar em Mim’, dirigido por Henrique Sommer e Guilherme Rohr e produzido pelo Estúdio Solo em parceria com a Lágrima de Crocodilo Filmes, conquistou um importante prêmio internacional. O filme é um dos três grandes vencedores mundiais do ‘Three Acts of Goodness International Microfilm Contest’ de 2026, competição promovida pela Buddha’s Light International Association (Blia), ONG budista que mantém status consultivo em conselho da ONU.

Como reconhecimento pela vitória, os diretores e o produtor executivo, Carlo Carlota, foram convidados para participar da cerimônia de premiação. O evento acontecerá em 3 de outubro, no Taipei Dome, arena multiuso e estádio de beisebol da capital taiwanesa.

A competição busca filmes inspiradores ao redor do mundo. Na edição de 2026, que contou com mais de três mil inscrições de 133 regiões diferentes, o concurso propôs como tema central a ideia de questionar, investigar e buscar respostas. A obra gaúcha conta a história do atleta Leandro Beis Fraga, conhecido como Raí, que, em 2017, remou mais de mil quilômetros de stand up paddle pela Lagoa dos Patos.

‘Mar em Mim’

Movido pela dor da perda e guiado por uma promessa feita a seu pai em seu leito de morte, Raí contorna a grande laguna em uma viagem que levou 76 dias de duração. O documentário, viabilizado através de recursos da Lei Paulo Gustavo do município de Campo Bom, revisita os lugares de memória do atleta e acompanha as duas tentativas de realizar o feito inédito.

Em 2014, Raí contava com uma grande equipe, estrutura e patrocínios e tinha o objetivo de remar 490 km de Porto Alegre até Rio Grande. Porém, a expedição foi interrompida no quarto dia depois que um ciclone atingiu o acampamento e provocou o naufrágio de uma das embarcações de apoio.

Três anos depois, em 2017, ele voltou à grande laguna com um desafio ainda maior: contornar os mais de mil quilômetros da Lagoa dos Patos sozinho. A obra toca em temas sensíveis, como luto, solidão e resiliência.

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