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FOLHA MOSTRA O TAMANHO DA CRISE NA MÍDIA

As empresas brasileiras que atuam na mídia acumulam uma dívida de R$ 10 bilhões, por terem apostado no crescimento da economia e na estabilidade …

As empresas brasileiras que atuam na mídia acumulam uma dívida de R$ 10 bilhões, por terem apostado no crescimento da economia e na estabilidade do câmbio nos anos 90, contraindo empréstimos em dólar. A análise está em reportagem publicada pelo jornal Folha de S. Paulo neste domingo. Assinado por Elvira Lobato, o trabalho faz um amplo levantamento dos problemas enfrentados pelas empresas de comunicação que nos últimos dois anos, de acordo com dados do Ministério do Trabalho, cortaram 17 mil empregos. Só em 2002 os prejuízos acumulados chegaram a R$ 7 bilhões, dos quais R$ 5 bilhões foram registrados pela Globopar, aholding das Organizações Globo. Entre 2000 e 2002, a circulação de revistas caiu de 17,1 milhões para 16,2 milhões de exemplares/ano, enquanto a de jornais caiu de 7,9 milhões de exemplares/dia para 7 milhões, enquanto o bolo publicitário – dividido entre todas as empresas de mídia — diminuiu de R$ 9,8 bilhões em 2000 para R$ 9,6 bilhões em 2002.

A reportagem ouviu vários dirigentes de empresas para traçar o quadro da crise. Entre eles, está Nelson Sirotsky, presidente do Grupo RBS, para quem a crise atingiu o fundo do poço em 2002. Registra o jornal: “O presidente da RBS, Nelson Sirotsky, diz que a situação financeira do grupo está equacionada, mesmo se não houver liberação de recursos pelo BNDES. A RBS foi, segundo ele, a primeira empresa de mídia a apostar em TV a cabo (Net Sul) e em telefonia. Foi acionista da telefônica CRT (Cia. Riograndense de Telecomunicações) e da empresa de telefonia celular BCP, mas vendeu sua parte nas teles em 98 e passou o controle da Net Sul para a Globo Cabo em 2001. “Fomos o primeiro grupo de comunicação a entrar em telefonia e o primeiro a sair. Voltamos a nos posicionar como um grupo regional”, diz Nelson Sirotsky”.

A reportagem acrescenta que, para financiar os investimentos em telefonia e em TV a cabo, o grupo RBS lançou US$ 175 milhões em títulos de dívida no exterior, dos quais, segundo seu presidente, US$ 50 milhões foram quitados. Para ler na íntegra o trabalho de Elvira Lobato,

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