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Fórum da Liberdade refletiu sobre o futuro e a corrupção no Brasil

Temas foram objeto de dois painéis realizados agora à tarde

Ao participar do quarto painel do 25º Fórum da Liberdade, na tarde desta terça-feira, 17, para debater os desafios do Brasil para o futuro, o jornalista e escritor peruano Álvaro Vargas Llosa relembrou o modelo econômico arcaico do Brasil de 1985 a 1994 em relação a outros países do mundo e como se desenvolveu com a reforma econômica ocorrida entre 1994 e 2001. “Neste período, houve um reforma exponente na economia, chegando, mais adiante, ao que o Brasil é hoje, a sexta economia do mundo”, destacou.  O escritor acredita que o Brasil pode tornar-se a quarta economia do mundo e fez citações sobre o processo econômico agressivo do país. “Este mercado atrai capitais significativos, é um doador do FMI. Há grandes empresas e marcas no país que são facilmente conhecidas no mundo. Ao mesmo tempo que há pressão econômica, a pressão política é muito grande, mas é um país livre do ponto de vista político”, afirmou.

Para ele, o Brasil é um dos principais países em cooperação mundial e possui um mercado interno forte. “Mais de 40 milhões de pessoas são incorporadas na classe média, atualmente. Há mais de 40 centros comerciais em desenvolvimento”, constatou. Llosa criticou os gastos do país e falou sobre o intervencionismo. “Essa é uma área em que a iniciativa privada precisa aprimorar, caso contrário, o país ficará limitado em seu desenvolvimento”, avaliou Llosa.

O outro debater, Alberto Mingardi, fundador e diretor geral do Instituto Bruno Leoni, disse que o Brasil precisa desenvolver boas políticas internas. “Não há como fazer só tratados nacionais, tem que se externalizar”, sinalizou.  Mingardi fez uma detalhada exposição sobre a crise europeia. “O maior problema era o fato de que governantes europeus achavam que poderiam abrir mão de algumas tentativas de intervir na economia. Essa foi a raiz de muitos problemas que enfrentamos agora”, destacou. Mingardi disse que alguns países da Europa estão falidos, como a Grécia, e avisou: “Outros irão falir em breve. Cuidem a França”.

Logo depois, o jurista Ives Gandra Martins e o fundador da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, participaram do painel Corrupção e Desafios da Democracia Brasileira. Inicialmente, Castello Branco apresentou o panorama da democracia brasileira há 25 anos, em 1987. Ele fez uma ligação entre o lançamento da Constituição de 1988 e a utilização do Portal da Transparência nos dias atuais para destacar a evolução na condução das políticas públicas no país. Em defesa do direito de acesso à informação, Castello Branco classificou a participação do povo como fundamental para aumentar a cobrança dos governantes.

“Nós estamos vivendo um momento muito favorável à questão da transparência. A tendência é de que, com o avanço da internet e, consequentemente, o aumento do acesso ao Portal da Transparência, cada vez mais a população terá subsídios para cobrar satisfações do Governo”, destacou Castello Branco. Em seguida, Gandra Martins fez um resgate histórico do sistema democrático na sociedade, inserindo a corrupção neste contexto. “Não há poder sem corrupção”, afirmou. Em contrapartida, mostrou-se otimista em relação à força dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, no combate aos processos ilícitos que têm surgido com frequência no meio político. Para ele, a fiscalização contínua fez com que os grandes escândalos, preconizados pelo mensalão, fossem contornados com a punição dos envolvidos.

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