O presidente das Lojas Renner, José Galló, foi o último a falar no painel “O gaúcho e a globalização”, iniciado às 14h30 na Semana ARP da Comunicação. “Temos uma peculiaridade interessante, somos um Estado diferente, pois temos fronteiras. Tipicamente, éramos invadidos ou fomos invadidos”, introduziu o executivo.
Segundo ele, até muito pouco tempo atrás, comerciantes vindos de fora eram tratados como “invasores”. Apesar desta constatação, Galló afirma que “se uma empresa vinda de fora der ou não certo, isto em nada tem a ver com o regionalismo, mas sim com o plano estratégico não adequado”. Para o executivo, a proposta de negócio deve ser, além de adequada e inovadora, adaptável a qualquer lugar.
Para Galló, as barreiras servem como desculpa quando uma empresa não dá certo. “Temos valores culturais importantes que, se bem empregados, podem dar certo”, afirma o executivo. Segundo ele, “essa história de ser gaúcho está ficando fora de moda. Nada impede que uma empresa se torne nacional. Basta ter um diferencial e ser competitivo”.


