O Google anunciou nesta quinta-feira, 21, uma reformulação de sua conduta sobre publicidade em suas plataformas que impõe algumas limitações extras a anúncios políticos. A nova abordagem da empresa sobre a categoria é, na verdade, a proposta de um novo modelo sobre microtargeting — estratégia de marketing que usa dados do consumidor e informações demográficas para criar segmentos. Com isso, a companhia limitará a um âmbito geral o escopo do público-alvo baseado em idade, gênero e localização em qualquer nível para campanhas políticas, assim como proibindo a veiculação de anúncios com alegações falsas.
Peças contextuais, que são disparadas de acordo com os hábitos do usuário nos sites, continuarão sendo permitidas no modelo de negócios, que deve expandir a transparência de seus relatórios para todos os níveis eleitorais – incluindo cargos de deputados estaduais nos Estados Unidos. De acordo com o vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google Ads, Scott Spencer, a medida é justificada por conta de “preocupações e debates recentes” em torno do meio, além da consciência da empresa sobre “a confiança compartilhada no processo democrático”. “Independente do custo do impacto destas medidas nos gastos com nossas plataformas, nós acreditamos que estas mudanças ajudarão a promover a confiança na publicidade política digital e na confiança dos processos eleitorais ao redor do globo”, destaca.
Com previsão de implementação geral ao redor do globo a partir de janeiro de 2020, as mudanças serão adiantas para o Reino Unido e diversos países da Europa até o fim do ano. A aceleração nestes locais visa a para atender a urgência dos processos eleitorais que estão por vir.

