O Google estabeleceu como meta para sua atuação no Brasil em 2006 ir além de seu tradicional serviço de busca. Cinco meses após abrir oficialmente um escritório comercial no país, a empresa quer popularizar seus demais produtos no mercado nacional. Para isso, será realizada uma série de localizações – jargão para a adaptação de um software a outro país – e o lançamento de ferramentas que já fazem sucesso nos EUA. A primeira delas, que deve estrear em versão brasileira ainda neste mês, é o Google Earth, que oferece mapas e imagens de satélite por meio dos quais o internauta consegue localizar estabelecimentos e pontos geográficos.
Outro produto que será tropicalizado em 2006 é o Local, que realiza buscas com base em dois parâmetros: o que o internauta procura e onde ele procura. Quem pesquisa opções de pizzaria, por exemplo, poderá delimitar o bairro dos estabelecimentos listados nas respostas. Essa possibilidade dá margem a uma série de outros serviços, como, neste caso, links para críticas gastronômicas, tornando o Google – que obtém quase toda a sua receita através da publicidade – mais atraente para os anunciantes.
O centro de pesquisa do Google para a América Latina, situado em Belo Horizonte (MG), está auxiliando nesse trabalho. Fruto da aquisição da Akwan, uma empresa brasileira que desenvolvia tecnologias de busca na internet, o centro reporta-se diretamente aos engenheiros da sede da companhia, nos EUA, mas interage com a equipe comercial que trabalha no escritório de São Paulo, sede da subsidiária nacional. A grande atenção que a empresa está chamando na mídia também pode facilitar o trabalho.

