O Google manifestou contrariedade à medida que obrigaria empresas estrangeiras a manterem armazenamento de dados no Brasil. Apresentada pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, a norma será incluída no texto do Marco Civil da Internet. A ideia ganhou prioridade após a revelação, pelo jornal O Globo, de que os Estados Unidos estariam praticando espionagem no Brasil. O posicionamento da companhia gerou críticas de Paulo Bernardo. “O Google irá faturar R$ 2,5 bilhões este ano apenas com publicidade no País. Por que reclamaria?”, questionou.
Conforme informações da Folha de S. Paulo, o Brasil é hoje o quarto maior mercado do mundo para empresas de telecomunicações, o que concede a companhias estrangeiras bons motivos para investir em centros de armazenamento no País. Segundo o ministro, o interesse do governo em estimular esse crescimento já foi sinalizado ao Google. “Há cerca de um mês, me encontrei com representantes do Google e eles me perguntaram como a empresa poderia ajudar. Respondi que é só investir mais”, revelou.
Ainda de acordo com o ministro, a posição do governo de incluir o armazenamento de dados no País no Marco Civil da Internet é definitiva. Caso o texto seja aprovado, as regras atingirão apenas empresas estrangeiras que tenham escritórios no País. O prazo para adaptação ainda não está definido. No entanto, estima-se que a obrigatoriedade passe a valer após período de 12 a 24 meses.

