Eleições em outubro e reajustes salariais para o funcionalismo público foram os dois temas que dominaram o encontro da governadora Yeda Crusius com cerca de três dezenas de jornalistas, na entrevista coletiva concedida pouco antes de sua participação no evento Tá na Mesa, da Federasul, ao meio-dia desta quarta-feira, 10. Confirmou que é candidata à reeleição, e ao responder um questionamento sobre seu desempenho nas pesquisas eleitorais, que apontam um alto índice de rejeição a seu nome, Yeda afirmou que os ataques que recebeu durante boa parte de seu mandato constituem “um case”.
Para ela, o período em que recebeu muitas críticas da oposição deixou “as mais fortes lições que alguém pode ter, porque o método usado para atacar a governadora foi para destruir a pessoa”. Colocando-se sempre na terceira pessoa, acrescentou que o importante é o sentimento de frustração do eleitor em relação a quem elegeu. “Foi isto que tentaram colocar na governadora Yeda, e houve uma rejeição alta porque havia um silêncio da governadora contra uma avalancha de críticas e acusações. Por isto a população dizia coisas como ‘não quero mais esta mulher’”. Agora na campanha, acrescentou, “espero que o respeito, esta palavra em desuso, volte a ser pronunciada entre nós”.
Disse lamentar que o Rio Grande do Sul tenha tido sua imagem prejudicada em nível nacional e afirmou, sorrindo sempre: “Hoje estampo uma alegria porque vejo meu Estado em notícias positivas na mídia. Estou alegre porque o que vocês têm noticiado ultimamente é muito bom”. Mais tarde, na reunião-almoço, Yeda citou Maquiavel para explicar as resistências enfrentadas em seu governo. Na reflexão do pensador italiano, “nada é mais difícil de executar, mais duvidoso de ter êxito ou mais perigoso de manejar do que dar início a uma nova ordem de coisas. O reformador tem inimigos em todos os que lucram com a velha ordem e apenas defensores tépidos nos que lucrariam com a nova ordem”. E encerrou sua participação com uma frase de efeito, ao afirmar que “como mulher, não podemos nos entregar de jeito nenhum”.


