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Governo federal vetou patrocínio ao telejornal de Casoy

Seria devido às freqüentes críticas do jornalista

Descontente com as críticas do jornalista Boris Casoy, o governo federal tanto teria pressionado a Record a intervir no Jornal da Record que, em agosto do ano passado, cancelou contrato de patrocínio do Banco do Brasil (BB) ao telejornal. A Folha de S. Paulo publicou hoje que suas fontes na Record garantem que as pressões do governo foram constantes, embora a emissora negue, oficialmente, essa afirmativa. Diz que a justificativa do banco para suspender o patrocínio foi troca de agência de publicidade. A assessoria de imprensa do BB não comentou o assunto.

O Banco do Brasil era, desde 1999, patrocinador do Jornal da Record. Apontado pelo telejornal como suspeito de ser provedor do esquema do “mensalão”, trocou em agosto uma cota de patrocínio de R$ 1 milhão por mês por cerca de R$ 300 mil mensais em inserções avulsas. Como patrocinador, era o único banco a anunciar no Jornal da Record. As pressões começaram em 2004, quando o BB comprou ingressos de um show pró-finanças do PT. O contrato com a Record, até então renovado anualmente, passou a ser trimestral.

A coação governamental, no entanto, não foi a principal causa da rescisão do contrato de Casoy, na última sexta-feira. A Record e o jornalista se desentenderam porque a rede queria tornar o telejornal mais parecido com o Jornal Nacional, da TV Globo.

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