O Ministério da Justiça anunciou que irá reforçar o grupo de trabalho interministerial criado para monitorar e mapear crimes contra os direitos humanos nas redes sociais. O objetivo é ampliar a atuação efetiva do Estado brasileiro no combate a esses crimes, com análise de denúncias de páginas que promovem e fazem apologia ao ódio, à violência e à discriminação. “Não podemos permitir que o que a internet representa hoje para nós seja desvirtuado de modo a causar violência, sofrimento e divisões”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, à Agência Brasil.
O projeto é liderado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e será composto por membros da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Secretaria de Políticas para Mulheres, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais.
Ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti alertou para o aumento dos crimes de ódio no Brasil e reafirmou a necessidade de revisão da legislação. Ela citou dados da SaferNet Brasil que apontam um crescimento de 300% e 600% no registro desse tipo de violação no país entre 2013 e 2014. De acordo com o governo, em oito anos, a SaferNet Brasil recebeu e processou 3.417.208 denúncias anônimas, envolvendo 527 mil páginas na internet.

