O ex-secretário de Comunicação do Governo Lula, Luiz Gushiken, enviou ofício ao diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Lacerda, reforçando o pedido de adoção de “medidas policiais cabíveis” contra jornalistas que teriam plantado informações falsas sobre ele, a mando do banqueiro Daniel Dantas. A mensagem foi tornada pública por Paulo Henrique Amorim, que recebeu cópia do texto, no blog Conversa Afiada. No ofício, Gushiken pede informações a respeito de um outro ofício, enviado ao próprio Lacerda e ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, em setembro último.
O ex-ministro acredita em uma operação cujo objetivo seria atingir sua honra, “em face dos desafetos gerados e de grandes interesses contrariados quando exerci a função de Ministro de Estado”. Gushiken aponta Dantas como responsável pela campanha, que envolveria escutas ilegais, informações falsas e suborno de jornalistas. Leonardo Attuch, da IstoÉ, foi citado como um dos repórteres que teria recebido dinheiro para difamá-lo. Outros jornalistas supostamente envolvidos são Lauro Jardim, da coluna Radar de Veja, e o colunista Diogo Mainardi.
“Se não bastassem os sofrimentos e os traumas terríveis resultantes do assalto e a nossa impotência frente às mentiras e difamações, cuja reparação “a posteriori” jamais eliminará por completo os efeitos do veneno da calúnia, muitas indagações perturbam o meu espírito”, diz o ex-ministro. “Por que razão minha pessoa é alvo de ações difamantes? (…) E o que é pior, minha intuição é que estas ações tendem a continuar, porque me parecem articuladas”, finaliza, pedindo a Lacerda “medidas policiais cabíveis” contra Attuch, Jardim, Mainardi e Dantas. A corporação informou que encaminhou o ofício de Gushiken ao delegado que investiga as denúncias contra o ex-ministro.


