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Implantação do 5G em placas de rua de Porto Alegre avança

Prefeitura da Capital já firmou contrato com algumas empresas de telefonia para começar instalação no próximo semestre

A disponibilização da internet 5G nas placas de rua de Porto Alegre deu novos passos para sair do papel. Isso porque a prefeitura da Capital gaúcha já começou a fechar contratos com empresas de telefonia, que começarão a instalar o serviço a partir do segundo semestre de 2022. Em conversa com a reportagem de Coletiva.net, o CEO do Grupo Imobi concessionária responsável pela instalação de painéis eletrônicos nas placas de rua da cidade , Daniel Costa, não revelou os nomes, mas afirmou que as companhias já estão selecionando os pontos onde implantarão o serviço.

Segundo Daniel, todos os 42 mil cruzamentos da cidade estão disponíveis para a tecnologia. “Os contratos ainda serão uma receita alternativa para cidade, já que cada nova antena 5G que for instalada vai gerar lucro para a prefeitura da Capital”, explicou. O CEO ainda destaca como facilitador o novo modelo de licenciamento de Estações Transmissoras de Radiocomunicação (ETRs) para transmissão de sinais de internet, desenvolvido no final de 2021, que permite reduzir o prazo de tramitação de dois anos para um dia. “A cidade ficou 100% disponível e pronta para receber essa tecnologia”, garante.

Como vai funcionar

Normalmente, os aparelhos celulares são conectados à rede das operadoras de telefonia por meio das estações rádio base (ERBs) antenas instaladas em torres, postes ou topo de prédios. Contudo, há também as soluções para cobertura de ruas, conhecidas como SLS (street level solution), que é o caso das estruturas implantadas nas placas de Porto Alegre pela Highline do Brasil – empresa de infraestrutura em telecomunicações, que atuará ao lado da Imobi.

Enquanto uma ERB 4G cobre, aproximadamente, um raio de dois quilômetros, a ERB 5G deverá ter cerca de 500 metros de raio de cobertura. Ainda assim, a vantagem é que as antenas 5G são significativamente menores requisito para garantir mais velocidade aos usuários, já que as ondas são mais curtas. Para a nova tecnologia funcionar, são necessárias pelo menos cinco vezes mais antenas do que o 4G.

Saiba mais:

Governo Federal oficializa concessão do 5G

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