O enviado especial do Jornalistas &Cia para a cobertura da Copa, Márcio Bernardes, está em Weggis na Suíça, de onde conta como está o trabalho da imprensa que foi cobrir a preparação da Seleção para o Mundial. Segundo ele, a cidade, com pouco mais de quatro mil habitantes, “nunca viu uma invasão dessas”. Mais de 500 profissionais estão lá. O resultado é que o trânsito está congestionado, os hotéis ficaram lotados e os restaurantes têm longa fila de espera. O fuso de cinco horas prejudica os jornalistas, já que os profissionais acompanham a rotina de trabalho do Brasil. “Dormimos tarde para poder mandar os boletins e materiais nos respectivos fechamentos e temos de levantar cedo para cumprir a rotina de cobertura, nos horários da Seleção”.
Sobre o centro de imprensa de Munique, Bernardes conta que está tudo pronto. “A Fifa está usando três pavilhões do centro de convenções da cidade e cada um tem o tamanho parecido com o Anhembi. No total são mais de 20. A previsão é de que mais de seis mil profissionais utilizarão o complexo durante a Copa do Mundo”.
O repórter relata ainda que alguns profissionais da rede Globo não conseguem esconder o privilégio de serem os únicos com acesso ao Hotel Weggis, onde a Seleção Brasileira está concentrada. “Os outros profissionais do Brasil e exterior conseguem trabalhar apenas nas janelas oficiais e em entrevistas coletivas”, revelou o jornalista na reportagem para o Jornalista & Cia.

