A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) desacelerou em linha com o previsto pelo mercado, devido à queda dos preços dos alimentos. O IPCA-15 subiu 0,19% em junho, abaixo da alta de 0,63% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 22.
Analistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters previam uma leitura de 0,19%, de acordo com a mediana de 15 respostas que variaram de 0,14 a 0,31%. Segundo cálculos de economistas, a média dos três núcleos do índice subiu 0,48% em junho, ante 0,58% em maio. O IBGE acrescentou que os preços do grupo Alimentação e Bebidas caíram 0,42% neste mês, após alta de 1% no anterior, sendo o principal “responsável pela forte desaceleração do IPCA-15 de um mês para o outro”, segundo o IBGE. “Alguns alimentos ficaram bem mais baratos, como tomate, batata-inglesa, açúcar cristal e refinado. Além disso, o feijão carioca e outros feijões subiram bem menos”, acrescentou o IBGE.
Os preços de Habitação desaceleraram a alta para 0,55% em junho, ante 0,74% em maio, enquanto os de Vestuário subiram 0,86% neste mês, abaixo do avanço anterior de 1,15%. O mesmo movimento ocorreu com Saúde e cuidados pessoais, que arrefeceu a elevação para 0,76%, contra 0,95%, mostrando a diminuição do impacto do reajuste dos remédios, que amenizaram a alta para 0,84% agora, ante 2,14% antes.
Os custos de Transportes declinaram 0,07% em junho, seguindo a elevação de 0,30% em maio, em razão da queda de 7,59% do etanol e de 0,69% da gasolina. Apenas os grupos Artigos de residência e Despesas pessoais tiveram aumentos maiores em junho que em maio, de, respectivamente, 0,73 e 0,61%, devido às pressões de eletrodomésticos e mobiliário no primeiro e de cigarros no segundo. Os custos de eletrodomésticos avançaram 0,98% e os de mobiliário, 0,91%.
O IPCA-15 encerrou o segundo trimestre com avanço de 1,30%, fechando o primeiro semestre com alta de 3,35%. Nos últimos 12 meses, o avanço é de 5,06%.


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