A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) foi mais intensa em cinco das sete cidades pesquisadas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) até a quadrissemana encerrada em 7 de abril. Na cidade de São Paulo, o índice voltou a ganhar força entre a quarta quadrissemana de março e a primeira prévia de abril, passando de 0,77% para 0,90% no período.
Além de São Paulo, este é o caso de Brasília (de 0,35% para 0,47%), Porto Alegre (de 1,17% para 1,24%), Salvador (de 0,50% para 0,83%) e Recife (de 1,15% para 1,67%). Já as duas capitais restantes apresentaram desaceleração de preços. São os casos de Belo Horizonte (de 0,71% para 0,67%) e Rio de Janeiro (de 1,10% para 1,08%).
O IPC-S nacional de até 7 de abril anunciado na quinta-feira, 8, pela FGV acelerou para 0,98%, ante alta de 0,86% no indicador anterior, de até 31 de março. A menor oferta de alimentos, cuja produção foi prejudicada por problemas climáticos como as fortes chuvas durante o mês de março e início de abril, levou à taxa maior do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de até 7 de abril em São Paulo.
Segundo o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, devido a um cenário de procura maior do que oferta, a inflação dos alimentos na capital paulista saltou de 2,46% para 3,09%, entre a última quadrissemana de março e a primeira quadrissemana de abril.
Segundo o especialista, um dos segmentos que teve a oferta mais prejudicada por oscilações climáticas na cidade foi o de hortaliças e legumes, cuja taxa de inflação disparou (de 11,91% para 14,32%). Além disso, outros alimentos importantes na formação da inflação varejista também mostraram aceleração expressiva de preços, como feijão carioca (de 11,16% para 22,29%).
Braz comentou ainda que itens não relacionados à produção agrícola, dentro do setor de alimentação, também mostraram acelerações de preços, como leite tipo longa vida (de 7,68% para 10,25%); carne bovina (de 0,15% para 0,73%); e aves e ovos (de 1,76% para 2,10%).
No entanto, o cenário pode mudar ao longo de abril, na avaliação do economista. Ele observou que, normalmente no mês de abril, o clima fica mais estável, o que pode melhorar a oferta de produtos agrícolas, levando a quedas e desacelerações de preços nos alimentos.


*As discussões estão sujeitas à moderação. Antes de comentar, leia nossa Política Editorial