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Investimento publicitário do rádio registra aumento na região Sul

Crescimento foi de 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior

Entre janeiro e outubro do ano passado, as verbas publicitárias para o rádio na Região Sul aumentaram em 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados mais recentes fazem parte de um levantamento do projeto Inter-Meios e demonstram o incremento superior aos 21,84% do consolidado no Brasil.

O publicitário e diretor de relações institucionais da Associação Gaúcha de Rádio e TV do Rio Grande do Sul (Agert), Antonio Donádio, atribui a expansão das verbas a dois eventos que proporcionaram grandes coberturas jornalísticas: as Olimpíadas de Pequim e as Eleições Municipais. O faturamento em publicidade das emissoras entre janeiro e outubro de 2008 foi de R$ 733,3 milhões. A região ficou com a fatia de 17,93% dessa receita, ou seja, R$ 127,3 milhões. A Grande São Paulo e a Capital ficaram com 46,59% do valor total. 

Os setores da economia com grande influência nesse incremento foram o varejo, o de veículos, o imobiliário e o de construção civil, de acordo com Donádio.  “As condições de crédito foram absolutamente diferenciadas para os consumidores desses produtos e serviços e, nessa hora, o rádio se tornou uma mídia importante para fazer essa comunicação de forma objetiva, dinâmica e ágil, características fundamentais do meio”, justifica. Outros dois segmentos que se voltaram mais para o meio em 2008 foram o de bancos e de prestação de serviços. As receitas da mídia governamental, das prefeituras municipais, também tiveram destaque, já que concentram seus investimentos em comunicação no primeiro semestre de 2008 em função da legislação das Eleições Municipais acontecidas em outubro.

Quanto à diferença de percentuais, o diretor da Agert explica que o consumidor gaúcho tem hábitos bastante diferenciados, especialmente de São Paulo e Rio de Janeiro. Esses estados tiveram expansão de 17% e 2,4% nas receitas publicitárias destinadas para o veículo em 2008 até o mês de outubro.

Donádio lembra que pesquisa do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião e Pesquisa) em nove mercados, entre as principais capitais do país, aponta que o Rio Grande do Sul ocupa a segunda posição em termos de alcance/penetração. “Só perdemos por uma pequena diferença para Grande Recife. Ou seja, assim como em jornal, há uma forte cultura de consumo de rádio no RS e isso nos diferencia muito em relação a esses mercados”, argumenta o publicitário.

Para 2009, Donádio mantém o otimismo. “Evidentemente, não podemos perder de vista os acontecimentos, mas temos que ter um olhar positivo, pois o Brasil está bem preparado para enfrentar as adversidades, e o rádio pode ser beneficiado por todas as suas características, especialmente sua relação custo-benefício, agilidade, interatividade e segmentação”, considera. Ele lembra que investimentos em marketing e publicidade nos momentos de crise aumentam a lucratividade das empresas, a participação de mercado, e fortalecem a marca perante os consumidores, que tendem a manter a fidelidade que continuam em evidência. “Publicidade é investimento, não é custo”, conclui.

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