Em resposta a agências internacionais de notícias, as Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmaram que não podem garantir a segurança de jornalistas que estão cobrindo o conflito contra o Hamas na Faixa de Gaza. De acordo com o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), em relatório publicado nesta segunda-feira, 31 de outubro, ao menos 31 profissionais de imprensa foram mortos enquanto desempenhavam a função, além de outros oito estarem feridos e nove desaparecidos ou detidos.
A solicitação para que houvesse cuidado com a vida dos jornalistas partiu das agências Reuters e France-Presse. Em resposta, o IDF disse estar “atacando todas as atividades militares do Hamas na Faixa de Gaza” e que, nessas circunstâncias, não poderiam garantir a segurança dos profissionais. “Pedimos encarecidamente que tomem todas as medidas necessárias para a segurança deles”, encerra a carta enviada aos veículos.
Em contra-argumentação, a Reuters publicou um comunicado protestando que a “falta de vontade do IDF em dar garantias de segurança para a nossa equipe ameaça a capacidade de fornecer as notícias sobre esse conflito sem o medo de serem feridos ou mortos”. Ainda segundo o CPJ, este é o período mais mortal para jornalistas que cobrem guerras desde 1992, quando a organização começou a operar.

