Fabiano Goldoni esteve na China, em julho. E o sócio-fundador da Alright AdTech Company pôde fazer uma imersão na tecnologia local. Além de participar do Rise, em Hong Kong, um dos maiores eventos do mundo do setor, o profissional também visitou Shenzhen, cidade referência em telecomunicação. No total, foram nove dias no país. Foi essa a experiência que Goldoni compartilhou com associados e convidados da Associação Riograndense de Propaganda, no Janela ARP desta quinta-feira, 24.
Abordando o tema ‘Asia Tech: Uma imersão nas tendências para o futuro dos negócios’, o sócio-fundador da Alright destacou que decidiu ir para a China para “quebrar paradigmas e enxergar outras perspectivas”. Sobre a experiência, Goldoni destacou que tudo o que previa que iria ver, ele encontrou lá, mas de uma maneira muito mais elevada.
O profissional explicou que, na China, como a internet não é a mesma do Ocidente, com outros aplicativos e ferramentas, os habitantes vivem em uma realidade paralela. “Nessa bolha, no entanto, eles respiram inovação”, contou. Para ele, há uma combinação perfeita, que proporciona o sucesso tecnológico: competição massiva + modelo de educação + cultura maker (shanzai) + população conectada + suporte do governo.
Na China, chamou a atenção de Goldoni que a população interage, desde muito nova, com robôs, bem como as diversas câmeras com reconhecimento facial, e a utilização do celular para pagamento nas lojas. “É um mundo diferente, mas que inova muito rápido. Lá, eles querem ser os maiores em tudo”, explicou.
Referência em mobile, segundo o profissional, os chineses “deixaram de ser xing ling para serem os mais inovadores do mundo”. Segundo ele, não se sente no futuro lá, mas, sim, em outro lugar, muito mais tecnológico. O QR Code, por exemplo, é uma das principais ferramentas no país, uma vez que pagamentos, leitura de informações e acessos são realizados através dele.
Para a Comunicação, Goldoni, que apresentou diversos slides no evento, com vídeos e fotos da China, destacou que a virtualização de ativos traz diversas possibilidades. Um dos exemplos é o fato do usuário ser uma carteira de dados e, por conta disso, receber de volta da publicidade as suas informações comercializadas. Inclusive, um dos pontos ressaltados pelo publicitário é um filme financiado coletivamente em que, após a distribuição dele, os colaboradores receberão de volta proporcionalmente ao que investiram na produção, em créditos com empresas parceiras.

