O seminário ‘Jovens Leitores’, realizado pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), promoveu discussão em torno de como um jornal deve agir para conquistar o público mais jovem, especialmente em um momento como o atual, em que a atenção dos leitores é requisitada por diversas mídias. Editores de cadernos dirigidos a adolescentes, presentes no painel desta segunda-feira, afirmam que o segredo é estar permanentemente em contato com o público-alvo, para conhecer sua linguagem e seus interesses.
Segundo Paulo Hansted, gerente de marketing da Gazeta do Povo (PR), “o que os jovens querem é orientação, tradução dos fatos de forma que eles passem a fazer sentido”. Ele acredita que o jovem não quer ser passivo frente à notícia, e sim interativo. “Temos que dar abertura para que ele faça parte do nosso ambiente, seja através de hiperlinks, quizz ou outras formas”, avaliou Hansted.
Para Geraldo Leite, responsável pelo núcleo de mercado da ANJ, o mercado publicitário ainda tem dificuldade de lidar com mídias dirigidas, apesar dos esforços do meio jornal em atingir esse público. “O Brasil nunca foi muito bom em segmentação, somos um país de mídia de massa. E os anunciantes tendem a investir no segmento jovem dentro da mídia de massa, muito mais que nos meios dirigidos a eles”, afirma Leite, ao acrescentar que o mercado publicitário usa para medir os meios dirigidos as mesmas métricas utilizadas para os grandes veículos, quando o que se deveria analisar é a qualidade do produto final.

