A queda nas vendas de jornais impressos está provocando mudanças em âmbito mundial. O francês Le Monde, por exemplo, estreou novo projeto gráfico ontem, com mais fotos, mais cores e menos texto. Jean-Marie Colombani, publisher do periódico, constata no editorial da edição que “antes, dizia-se que os jornais controlavam seus leitores. Atualmente, esses mesmos leitores têm enorme liberdade de escolha e até mesmo a oportunidade de se fazerem ouvir graças ao desenvolvimento da internet”.
Na Inglaterra, títulos como o The Times, o Independent e o The Guardian optaram por formatos menores e portáteis. No Brasil, a tendência chegou através do lançamento de dois tablóides no mercado carioca, o matutino Meia Hora e o vespertino Q! – que circula há apenas um dia. No mercado mineiro, o tablóide Aqui reúne as novas tendências.
Nos Estados Unidos, o The Wall Street Journal informou hoje que a circulação de jornais caiu 2,6%, citando números do Audit Bureau of Circulations. Os dados referem-se aos seis meses encerrados em 30 de setembro. No semestre anterior, a queda tinha sido de 1,9%. O USA Today mantém a liderança entre os jornais americanos, com 2,29 milhões de exemplares diários (menos 0,6% em relação ao mesmo período de 2004). Entre os 10 maiores títulos, apenas o The New York Times registrou alta – avançou 0,5%, com 1,12 milhão de exemplares vendidos diariamente.


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