Sob o título “Web força jornais a rever modelos digitais”, o jornalista Jonas Furtado faz uma avaliação sobre os dilemas enfrentados atualmente pelos diários sobre a cobrança ou não do acesso a seus conteúdos via internet. A análise está no informativo M&M Online, e nela Jonas registra vários exemplos sobre o que ocorre atualmente. Enquanto boa parte do conteúdo da Folha Online tem acesso livre, por exemplo, as versões digitais das edições impressas da Folha de S. Paulo são exclusivas para assinantes do jornal ou do provedor UOL. Esse modelo é o mais interessante para os provedores de acesso, segundo Guilherme Ribenboim, presidente do Internet Advertising Bureau Brasil, entidade que regulamenta o uso dos meios interativos de comunicação e marketing no País.
Um dos ouvidos pelo jornalista é o gaúcho Marcelo Rech, diretor de produto do Grupo RBS, que considera “pouco provável que um sistema de micropagamento funcione. Meu feeling é que as pessoas não estão dispostas a pagar por nada na internet. É uma cultura que se estabeleceu”, analisa Marcelo, acrescentando que a exceção que faria o internauta mexer no bolso seria o acesso a um conteúdo muito diferenciado. Essa é a fórmula do The Wall Street Journal, que por muito tempo foi voz destoante no meio ao cobrar pela leitura de suas notícias quando a tendência apontava para o acesso gratuito.

