Em épocas de interatividade e de intensa vigilância dos meios de comunicação, muitos são os casos e exemplos reais de comportamento que levantam questões sobre a ética na mídia. Baseado nestas questões, o americano Patrick Lee Plaisance acaba de lançar a obra Ética na Comunicação, do selo Penso, uma das editoras do Grupo A.
O livro traz uma base para a compreensão e aplicação de princípios-chave nos campos da filosofia, da moral e da ética, e que são também essenciais para a prática da comunicação responsável. A obra reúne insights de autores como Aristóteles, Immanuel Kant, John Rawls e Seyla Benhabib. O resultado é uma síntese do pensamento clássico e contemporâneo em relação a seis princípios – transparência, justiça, dano, autonomia, privacidade e comunidade, – com estudos de caso e exemplos reais relacionados com a ética no Jornalismo, na Publicidade e Propaganda e nas Relações Públicas.
“Hoje, mais do que nunca, é necessária uma base sólida para a reflexão da ética dos meios de comunicação. Os escândalos envolvendo a ética na mídia tornaram-se uma característica habitual do noticiário. As práticas de comunicação passaram a ser objeto de vigilância pública de um modo como nunca ocorrera antes”, explica Plaisance. Segundo ele, o vácuo de credibilidade e os escândalos de ética que infestam nosso sistema midiático nos dias de hoje são muitas vezes o resultado da incapacidade dos profissionais da comunicação em levar a sério ou reconhecer totalmente suas obrigações como seres morais. “Por isso a importância de que cada vez mais seja aguçado o radar ético dos futuros profissionais”, defende o autor.



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