Reportagem da edição desta quarta-feira, 8, do jornal Zero Hora relata que a investigação do Ministério Público (MP) que resultou na prisão do sargento César Rodrigues de Carvalho, lotado na Casa Militar do Palácio Piratini, encontrou indícios de que ele faria parte de uma rede de interesses que envolvia espionagem de adversários políticos do governo estadual e proteção a aliados, além de negócios com contraventores visando a benefícios financeiros para o grupo. ZH registra que nas interceptações telefônicas feitas pelo MP, “Rodrigues aparece falando com pelo menos uma assessora do Piratini, a jornalista Sandra Terra. Quando a investigação em relação a ele já era de conhecimento da cúpula da Brigada Militar e do governo, foram captadas ligações em que o sargento trata com a assessora sua permanência na Casa Militar. Também há ligações em que é citada outra assessora de Yeda, Walna Vilarins Meneses. O monitoramento do MP detectou que a exoneração de Rodrigues chegou a ser adiada por interferência de assessores do Piratini”.
Em seguida, a reportagem registra que no pedido de prisão preventiva feito pelo MP à Justiça, há o seguinte questionamento: “Ora, o que pode ligar um sargento às duas assessoras diretas da governadora? Por qual motivo Rodrigues é tão protegido pelo alto escalão do governo?”. Segundo o jornal, a assessoria do Piratini informou que apenas o comandante da Brigada Militar, João Carlos Trindade, se manifestaria sobre o caso. Contatado por Zero Hora, ele não atendeu às chamadas.
Sandra Terra é funcionária do governo do Estado e está lotada na representação de Brasília, da qual é coordenadora. Integra também o Comitê Executivo de Comunicação Social, cujo objetivo é gerenciar a área de comunicação do governo estadual.

