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Jornalista pede o fim das informações gratuitas na web

Ex-editor da Time sustenta que veículos devem encontrar uma forma adequada de cobrar pelo que oferecem

Em um momento em que a crise financeira afeta o jornalismo, será necessário encontrar um novo modelo de negócios que sustente os gastos das publicações. A partir desta linha de raciocínio, o jornalista Walter Isaacson, ex-editor da revista americana Time, defendeu em um artigo de capa da publicação que os jornais, revistas e redes de TV encontrem uma forma adequada de cobrar pelas notícias online para salvar seus veículos.

De acordo com Isaacson, apesar de o setor estar vivendo um período difícil, nunca os jornais tiveram tantos leitores. O conteúdo é mais popular do que nunca, especialmente entre os jovens. O problema é que as pessoas não estão pagando por isso e as organizações estão distribuindo notícias de graça por aí.

Segundo ele, um estudo da Pew Research Center constatou que o número de pessoas que leu notícias na web no ano passado é maior do que o número de pessoas que pagou pelo serviço, comprando jornais e revistas. Porém, segundo Walter, não há como culpá-los. Conforme o modelo atual, qualquer pessoa se sentiria um idiota pagando pelo serviço quando se tem uma gama de informações na web de graça.

Isaacson argumenta que o modelo de negócios dos jornais e revistas online hoje não faz sentido. A sobrevivência por meio dos anunciantes é uma prática que foi criada durante o boom da internet, quando os anúncios online caminhavam bem e esse era o futuro. Porém, quando a publicidade online caiu, no quarto trimestre de 2008, esse tipo de “jornalismo de graça” perdeu o sentido. Atualmente, segundo ele, os jornais têm três formas de obter receitas: vendas em banca, cadastros de acessos online e publicidade. Walter acusa os jornais de “estarem focados apenas na última forma, e com isso, estarem submissos à publicidade, o que fere a idéia de bom jornalismo”.

Walter Isaacson sustenta que será preciso encontrar, além de um novo formato de cobrança do conteúdo online, uma forma segura e eficiente para que o consumidor faça seus pagamentos por meio da própria internet. Ele afirma que os que já existem (PayPal, Flooz, Beenz, CyberCash, entre outros) são muito caros, complexos ou inseguros. Ele faz um desafio: “Em uma época em que os jovens estão acostumados a gastar 10 centavos em uma mensagem de celular, por que eles não gastariam 20 em um podcast, revista ou jornal?”

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