Terminou agora há pouco o seminário ‘Responsabilidade Social Empresarial na Mídia’, principal momento do dia na Conferência Internacional sobre este tema, que se realiza a partir de hoje em São Paulo, numa promoção do Instituto Ethos. Participaram convidados de peso: os jornalistas Cláudia Vassalo, da revista Exame; Miriam Leitão, da TV Globo; Célia Rosenblum, do jornal Valor Econômico; e Heródoto Barbeiro, da CBN. O debate foi centrado na forma como a mídia realiza o trabalho da cobertura de assuntos relacionados à responsabilidade social.
Sobre o espaço dedicado ao tema nos diferentes tipos de veículos de comunicação (rádio, jornal e TV), o jornalista Heródoto Barbeiro defendeu que “Jornalismo é Jornalismo em qualquer veículo que seja exercido”. Para ele, as pautas devem ser discutidas e elaboradas de acordo com as mudanças que a sociedade sofreu desde a década de 70.
Para a editora da revista Exame, Cláudia Vassalo, uma “confusão de conceitos deixa o tema Responsabilidade Social entre nuvens”. “A falta de aprofundamento e espaço sobre o assunto se deve ao despreparo dos jornalistas e às empresas que não são transparentes”, afirmou. Ela defendeu a idéia de que as empresas precisam amadurecer a forma como tratam os jornalistas. “Não existe empresa perfeita, elas têm qualidade e defeitos e tentar esconder seus pontos fracos é burrice”.
Miriam Leitão criticou as empresas pela forma como se utilizam do tema. “Elas não são sinceras quando falam no assunto”, avaliou. Para ela, o tema envolve uma nova atitude que integra toda a empresa. “As empresas têm que ter uma nova atitude do começo ao fim, senão não me venha falar em responsabilidade social”, afirmou. Sua opinião foi apoiada pela editora do jornal Valor Econômico, Célia Rosenblum:. “As empresas falam em responsabilidade social, mas muitas vezes não agem com essa convicção. Temos empresas de cosméticos que trabalham com venda direta. Onde está o vínculo? Ou empresas de café que colocam o rótulo em braile e acham que fizeram sua parte. Mas existe supermercado em braile onde o cego possa encontrar o pacote do produto? Faltam trabalhos que realmente façam a diferença”, defendeu Célia. (Das enviadas especiais Kátia Ferreira e Magalil Barbiani)


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