Os jornalistas da EFE – a quarta maior agência de notícias do mundo – aprovaram em plebiscito, e por grande maioria, o primeiro Estatuto da Redação nos 67 anos de história da agência de notícias espanhola. Da votação realizada ontem, participaram 679 eleitores de um total de 930 jornalistas da Espanha e das delegações da EFE no mundo. Votaram a favor 500 jornalistas, o que equivale a 74,4% do total de participantes do plebiscito. Manifestaram contrariedade 133 profissionais (19,79%), e 39 votaram em branco (5,80%). Sete cédulas foram declaradas nulas.
A partir do Estatuto, resultado do acordo entre o Conselho de Redação, os representantes sindicais e a direção da empresa, as normas éticas e profissionais na agência estarão reguladas. O presidente da EFE, Alex Grijelmo, disse que a aprovação do Estatuto abre uma nova etapa profissional na agência, “na qual a manipulação informativa já não é possível”.
“O Estatuto garante a independência e tem caráter de acordo coletivo. Por isso, não poderá ser modificado unilateralmente”, afirmou. O Conselho de Redação agradeceu a participação dos jornalistas da EFE no plebiscito e lembrou que a partir deste momento as normas do Estatuto regerão as informações da agência. São 128 artigos, com capítulos dedicados aos direitos e obrigações dos jornalistas, à cláusula de consciência, ao segredo profissional, ao tratamento das fontes informativas e aos direitos e obrigações dos responsáveis da agência.

