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Jornalistas presos somam 179, maior número em 15 anos

Informação é do relatório anual do Comitê de Proteção a Jornalistas

Até 1º de dezembro deste ano, 179 escritores, editores e fotojornalistas foram detidos, segundo o relatório anual do Comitê de Proteção a Jornalistas (CPJ). O estudo registra que a quantidade de profissionais de comunicação presos em todo o mundo é a maior dos últimos 15 anos. Conforme o CPJ, o aumento do índice é explicado pelos regimes militares no Oriente Médio e Norte da África, principalmente no Irã, que lidera a lista com 42 jornalistas presos.

O relatório também informa que muitos jornalistas iranianos são libertados mediante fornecimento de informações, por meio de ameaças e torturas ou prometendo sigilo. No Irã e em outros lugares, as acusações mais comuns contra os jornalistas são subversão, traição, ou ação contra os interesses nacionais, diz o CPJ.

Outro número de destaque são os cerca de 65 jornalistas detidos sem acusação, muitos deles em prisões secretas das quais os membros da família e advogados não podem ter acesso. O número de jornalistas presos também cresceu fora dos regimes autoritários. A Turquia, por exemplo, detém oito jornalistas na prisão, que exigem o fim da violação dos direitos humanos na região.

Por outro lado, enquanto o aumento de casos no mundo árabe assusta o CPJ, pela primeira vez desde o começo de seu levantamento anual, em 1990, o comitê afirmou que nenhum jornalista foi preso pelo seu trabalho nas Américas.

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