No último sábado, 1º, em assembleia convocada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) para debater a proposta da patronal referente ao acordo coletivo deste ano, cerca de 30 profissionais presentes, por unanimidade, rejeitaram a proposição. Após debate, a categoria manifestou seu descontentamento em relação a ter seus argumentos de valorização desconsiderados na mesa de negociação. Em decorrência disso, um novo encontro foi marcado para 19 de setembro.
De acordo com o presidente da entidade, Milton Simas, o encontro demonstra o desejo dos profissionais em ter a categoria valorizada. “O entendimento da assembleia é de que os jornalistas já contribuíram com a sua parte assumindo tarefas de outros colegas que foram demitidos e dos postos de trabalho em que as vagas foram fechadas”, destacou, concluindo: ”Há muitos anos, a categoria deixou de ter ganhos reais em suas negociações e não tem atendidas suas reivindicações”.
Os jornalistas decidiram manter as negociações até que se tenha reajuste que represente aumento real. A contraproposta das entidades patronais para o acordo coletivo prevê a restituição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do período, cerca de 1,76%.
Além de nova data prevista para assembleia, o encontro também aprovou a realização de um ‘dia do preto’, que coincidirá com início da reunião entre patronal e o sindicato. “É uma forma criativa com que a categoria pretende protestar por um avanço na proposta apresentada. A intenção é de que ocorra uma ação unificada entre todas as redações. Se não parar entre 14h e 14h30, que vista o preto no dia 19 de setembro”, informou Simas.
Estiveram presentes na reunião representantes do Correio do Povo, Grupo RBS, Record, Rede Pampa, entidades sindicais, servidores públicos, diretores do Sindjors e a assessoria jurídica. A proposta vigente está disponível pelo link (www.jornalistas-rs.org.br/acordo-coletivo).

