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Kantar revela tendências de mídia para o próximo ano

Estudo é baseado em insights de outras pesquisas realizadas pela empresa

A Kantar revelou o estudo Media Trends & Predictions, no qual apresenta as tendências que devem impactar a mídia em 2020. O levantamento levou em conta os insights gerados por outras pesquisas da empresa ao longo do ano e com a análise de especialistas. O relatório indica os principais temas que movimentarão o mercado e suas implicações para a medição e eficiência de mídia.

O mercado de streaming, por exemplo, deve seguir em alta. Em 2019, players globais como Netflix, Prime Video e Hulu tiveram crescimento, enquanto outros produtores de conteúdo como Disney e HBO Max entraram na disputa. Companhias locais também se estruturaram para ganhar relevância no mercado, como a Globo com o Globoplay e a Record com o Play Plus. Para Paulo Arruda, diretor digital da Kantar Ibope Media, esse movimento deve levar ao refinamento do conteúdo das plataformas. “Esse aumento na concorrência pode parecer saudável, mas a grande oferta e o valor de múltiplos serviços pode começar a pesar no bolso (e na atenção) do consumidor. E quem vai se destacar nesse cenário? Quem tiver conteúdo mais relevante para o consumidor”, afirma.

Já as tecnologias em áudio estão chamando a atenção dos anunciantes. Segundo o levantamento Getting Media Right 2019, da Kantar, 63% dos profissionais de marketing afirmam que pretendem aumentar o investimento de publicidade em podcast nos próximos 12 meses. Maura Coracini, head of media & digital, insights division da Kantar, acredita que a plataforma apresenta muitas oportunidades. “Ainda é um canal relativamente pouco explorado e com alto potencial de construir engajamento”, conta.

Para o próximo ano, o estudo aponta que o meio digital deve consolidar seu domínio. O relatório Getting Media Right, da Kantar, indicou que 84% dos profissionais de marketing pretendem subir o investimento com vídeos online, e 70% irão aumentar as apostas nas redes sociais. Apesar disso, segundo Maura, marcas nativas do online buscarão se estruturar no mundo real. “O principal objetivo com isso é restabelecer um equilíbrio entre a performance de marketing em curto prazo e a construção de marca a longo prazo”, afirma a executiva. Para isso, as companhias devem investir em ativações offline e lançamento de lojas próprias, como pop-ups temporárias, associando personalização e interatividade em sua experiência de compra.

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