Depois de cinco anos dentro do Grupo RBS, onde alternou uma passagem em GZH e a produção e reportagem de programas da rádio Gaúcha, Larissa Brito encerrou o ciclo na emissora e parte para um novo desafio profissional. Ela contou ao Coletiva.net que assumirá cargo sênior na assessoria de Imprensa de uma empresa de análises, que não teve o nome divulgado. O trabalho ocorrerá em formato on-line. Das ondas do FM, ela guarda os bons amigos e ótimas lembranças.
Na expectativa pelo novo momento, a jornalista falou que teve um breve contato com o mundo da assessoria, por isso sente o frio na barriga pela nova oportunidade. Ela já teve passagens pelas rádios ABC e Bandeirantes. “Eu sempre quis atuar em rádio, eu fiz Jornalismo para trabalhar nessa área. É difícil abrir mão de um sonho, mas eu senti que era o momento de encarar este novo desafio profissional”, desabafou.
Ela admite que a pandemia foi o empurrão que faltava para a virada na carreira: “Com o home-office percebi que era possível estar mais em casa e ter mais tempo com minha filha”, pontuou Larissa. Segundo ela, não sentirá saudades do tempo perdido no deslocamento entre São Leopoldo, onde mora, até a avenida Ipiranga, onde fica a redação da rádio Gaúcha.
Momento marcante
O anúncio da despedida ocorreu por meio do Instagram, em um post no qual a produtora e repórter agradece a emissora pelo tempo de trabalho e pela oportunidade em conversar com artistas, ministros e ex-presidentes. No texto, ela cita o momento marcante da carreira, quando colocou no ar o secretário de Cultura do Governo Bolsonaro, Roberto Alvim, que plagiou em pronunciamento que foi ao ar nas redes sociais trechos de um discurso do ministro da Propaganda do führer nazista, Joseph Goebbels. “Assim que terminou a entrevista exclusiva ele foi demitido. A repercussão foi tanta que deu até no jornal ‘The New York Times’”, relembrou.
Além das entrevistas, ela admitiu que sentirá saudades da adrenalina ao participar de grandes coberturas, como no caso do menino Bernardo e da Boate Kiss, assim como outras pautas como a saída do então ministro Sérgio Moro, prisão dos ex-presidentes Lula (PT) e Michel Temer (MDB). “São situações que envolvem toda a redação. Uma verdadeira força-tarefa, e no caso do Temer lembro que eu avisei o deputado federal Carlos Marun (MDB) sobre a detenção do colega de partido, ele nem sabia”, recordou.
Despedida
Nesta segunda-feira, 14, foi o último dia dentro da emissora e Larissa revelou que saiu chorando ao se despedir dos colegas. “Eram pessoas que eu admirava antes de entrar na rádio e que viraram amigos. Por um lado foi bom ter menos gente em razão da pandemia porque foi muito duro”, confessou, garantindo que encerrar o ciclo é também uma forma de evoluir.
Da redação, ficam os amigos, o aprendizado, as relações construídas e a saudade: “Sou grata à Gaúcha por tudo que vivi. Fui muito feliz! Realizei um sonho trabalhando no Grupo RBS. Vesti a camisa e me entreguei ao meu trabalho, justamente por gostar muito do que fazia”, finalizou.


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