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Lasier Martins afirma: “A mídia prefere dar ênfase às polêmicas”

O senador Lasier Martins, do Podemos, foi o convidado da primeira edição do ano do Clube de Opinião, grupo liderado pelo jornalista Julio Ribeiro. Na presença de cerca de 25 convidados, entre profissionais de imprensa e formadores de opinião, o político e também jornalista falou sobre seus projetos, a atual situação do governo federal e sobre a relação com a mídia, a qual, segundo afirmou, “prefere dar ênfase às polêmicas e picuinhas, em vez de noticiar projetos interessantes”, falou, mencionando como exemplo os leilões de portos e aeroportos propostos pelo presidente Jair Bolsonaro.

Ainda no que se refere à maneira como o jornalismo nacional se relaciona com o atual governo, Lasier disse que a mídia, de maneira geral, está sendo prejudicial. Por outro lado, acredita que Bolsonaro “também não ajuda”. “Primeiro, ele não podia ter brigado com a Folha de S.Paulo. Depois, o Estadão começou a ‘bater’ nele porque ele fala demais. A TV Globo é contra o governo por ter perdido patrocínio e a classe artística reclama, pois está sem apoio”, declarou. O senador também falou que as redes sociais atrapalham o processo de comunicação com a população.

Na reunião, que ocorreu na manhã desta sexta-feira, 3, no hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre, Lasier ainda contou como está sua presença no Senado e citou alguns de seus projetos, como o da a redução de R$ 500 milhões nos gastos do Senado. “Está engavetado e este é um dos problemas, pois há uma demora em tudo”, reclamou, comparando com a profissão de jornalista: “Eu venho de uma área em que tudo é para ontem e, na política, isso não funciona”.

Sobre Bolsonaro, o senador falou que o presidente vem mostrando que não está preparado para o cargo, embora tenha uma boa equipe ao seu lado, como os ministros Paulo Guedes e Sérgio Moro. “Os projetos, porém, não avançam, pois o presidente não articulou este trabalho, achando que seria mais simples, e não é”, definiu. Ainda, lembrou a Reforma da Previdência, da qual, conforme acredita, o País está refém. “Enquanto isso não for aprovado, não conseguimos ir adiante”, proferiu.

No bate-papo, Lasier informou que o Supremo é um órgão desmoralizado e que os que lá estão ainda são movidos pelo corporativismo e por interesses particulares. Ele também lamentou que “a cultura política no Brasil é o problema”, pois, mesmo que surjam novas pessoas e novos partidos, eles são “engolfados pela velha política”. A respeito de reeleição, o senador adiantou que “se tiver saúde”, concorrerá, “mas ainda tem quatro anos pela frente”.

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