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Legado de Carlos Bastos mobiliza Comunicação regional e nacional

Morte do jornalista repercutiu entre profissionais, entidades e veículos de imprensa

Repercussão da morte de Carlos Bastos também ganhou espaço na rede nacional. - Crédito: Marco Couto / Agência ALRS.

O falecimento do jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos, também noticiado pelo Coletiva.net, mobilizou o mercado da Comunicação no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil. Ao longo da última terça, 21, e nesta quarta-feira, 22, colegas de profissão, entidades representativas e veículos de imprensa publicaram homenagens destacando a trajetória de um dos principais nomes do Jornalismo Político brasileiro.

A repercussão também ganhou espaço na rede nacional. O ‘Jornal Nacional’, da TV Globo, dedicou parte de sua edição para relembrar a carreira de Bastos, destacando sua participação em momentos marcantes da história do País, como a Campanha da Legalidade, e sua contribuição para o Jornalismo ao longo de quase sete décadas. Nas redes sociais, jornalistas que conviveram com Bastos ressaltaram seu papel como referência profissional e humana. A reportagem do portal separou alguns nomes.

Amizade que atravessa décadas

Em entrevista exclusiva ao portal, João Batista Filho falou sobre sua ligação com Carlos Bastos, relembrou momentos marcantes vividos ao lado do comunicador e destacou a amizade que atravessou mais de sete décadas. Ele recordou os 71 anos de amizade com Bastos, iniciada em Garibaldi, município onde sua família residia e que ele visitava durante os períodos de férias. Na época, Batista tinha 14 anos, enquanto Bastos tinha 22.

“Eu estudava em Porto Alegre e havia um café na cidade que era ponto de encontro das pessoas para conversar. Foi ali que conheci o rapaz que, na época, atuava como inspetor de um jornal de Porto Alegre, o Última Hora. E foi ali que começamos a conversar”, recordou. Ao longo dos anos, a amizade se fortaleceu com o interesse comum por futebol, Cinema, Comunicação e Política. A relação permaneceu próxima ao longo das décadas, com contatos quase diários nos últimos anos.

Ao comentar sobre o legado do ‘Bastinhos’, João recordou sua solidariedade, generosidade e a ética profissional do jornalista. “O Bastos tinha como marca maior: a solidariedade. Era um companheiro para as boas horas e, principalmente, um bom ouvido. Também era um consultor nas horas mais difíceis, um homem extremamente generoso com os colegas”, completou. 

Para Batista Filho, a recordação que fica de Bastos depende do tempo de convivência de cada pessoa: “Aqueles que conviveram com Bastos durante muito tempo, viveram com um homem agradável, suave no trato pessoal, mas absolutamente aplicado nas suas tarefas de trabalho”. Para ele, durante os 91 anos, ‘Bastinhos’ justificou uma vida que foi baseada na solidariedade, na lealdade e no prazer de viver. 

Outras manifestações

Em artigo publicado após a morte do jornalista, Felipe Vieira definiu Bastos como “um guardião da memória política do Rio Grande do Sul”. O jornalista lembrou a convivência profissional com o colega e destacou sua memória privilegiada, profundo conhecimento dos bastidores do poder e dedicação permanente ao Jornalismo. Também ressaltou a capacidade de Bastos em formar novos profissionais e preservar a história política gaúcha por meio de seu trabalho.

Já o jornalista e radialista Gustavo Mota relembrou que Bastos já era uma referência quando iniciou sua carreira, em 1976. Em sua homenagem, destacou a serenidade, a educação e a gentileza com que exercia cargos públicos, além de sua atuação na Campanha da Legalidade e da paixão pelo Jornalismo e pelo Grêmio.

O jornalista Luiz Henrique Benfica afirmou que “morre um gigante do Jornalismo”. Para ele, a morte de Bastos representa a perda de parte significativa da memória política e jornalística do Estado. Benfica recordou as conversas sobre a Campanha da Legalidade, o início da carreira do jornalista em Passo Fundo e o conhecimento que possuía sobre os bastidores da política gaúcha e até mesmo do Grêmio.

Em sua explanação, a jornalista Vera Armando afirmou que o Rio Grande do Sul “perde um mestre”. Em publicação, destacou o compromisso de Bastos com a informação, sua memória, generosidade e influência na formação de gerações de jornalistas. “Carlos Bastos deixa um legado que jamais será esquecido. Sua história se confunde com a própria história do jornalismo político gaúcho”, escreveu.

Entidades

Além das manifestações individuais, entidades ligadas ao Jornalismo também emitiram notas oficiais de pesar. A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) classificou Bastos como “um dos mais importantes e respeitados nomes da história do jornalismo político do Rio Grande do Sul”, ressaltando sua trajetória na imprensa, no rádio, na televisão e na gestão pública, além de seu papel na formação de profissionais da Comunicação.

A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) destacou os quase 70 anos de carreira do jornalista. No texto, lembrou-se sua atuação em veículos como Rádio Gaúcha, Última Hora, TV Gaúcha, Zero Hora e Rádio e TV Difusora, além de sua participação no lançamento do ‘Jornal Nacional’, em 1969.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) também lamentou a perda. Em nota, a entidade ressaltou que Bastos era presença constante na vida sindical, integrava a Comissão de Ética da instituição e era reconhecido pelo compromisso com a defesa da profissão, da ética e do fortalecimento do Jornalismo brasileiro.

As manifestações reforçam a dimensão da trajetória de Carlos Bastos e o respeito conquistado ao longo de décadas de atuação. Entre colegas, entidades e veículos de Comunicação, as homenagens convergiram para um mesmo reconhecimento: o de que sua contribuição ultrapassou as redações e permanece presente na história do jornalismo gaúcho e brasileiro.

Além das entidades, grande parte dos veículos de Comunicação do Rio Grande do Sul, tanto os de Porto Alegre, quanto no interior do Estado, prestaram o registro pela morte do comunicador. 

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