Encerrou, nesta sexta-feira, 5, o leilão do 5G, realizado pelo Ministério das Comunicações (MCom) e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Com ofertas que somam R$ 46,7 bilhões, 85% das faixas de radiofrequência disponibilizadas foram arrematadas. Desta forma, todas as obrigações de cobertura de internet móvel foram contempladas. Desse valor, mais de R$ 39,3 bi serão revertidos em investimentos para ampliar a infraestrutura de conectividade no Brasil.
Conforme o ministro das Comunicações, Fábio Faria, o resultado superou as expectativas e foi maior do que as licitações anteriores do setor de telecomunicações somadas. Em números aproximados, a venda das faixas do 3G rendeu R$ 7 bi; do 4G movimentou R$ 12 bi; e a privatização da Telebras, R$ 22 bi.
Em até 15 dias após a homologação do resultado do leilão, a Anatel criará um Grupo de Acompanhamento do Custeio a Projetos de Conectividade de Escolas (GAPE), com representantes do MCom; da agência; do Ministério da Educação; e integrante de cada uma das empresas vencedoras da faixa de 26 GHz. Presidido por um conselheiro da Anatel, a equipe definirá projetos de conectividade das escolas.
Compromissos e prazos
Entre as obrigações das empresas vencedoras estão: levar cobertura 5G a todas as cidades com mais de 30 mil habitantes; garantir internet 4G nas rodovias federais e localidades ainda sem conexão; implantar rede de fibra óptica em locais com pouca ou nenhuma infraestrutura de conectividade; implantar o Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS) e o projeto da rede privativa de comunicação da Administração Pública Federal; custear a migração da TV parabólica para TV via satélite; e investir em projetos de conectividade em escolas.
De acordo com o edital, há metas de implementação da tecnologia ano a ano, sendo as primeiras a serem batidas em julho de 2022 – na qual todas as capitais brasileiras devem ter o 5G. A cobertura total do País está prevista para 2028.
Novas operadoras entram no País
Seis novas operadoras de telefonia móvel passam a atuar no Brasil: Brisanet, Cloud2u, Consórcio 5G Sul, Fly Link, Neko Serviços e Winity II Telecom arremataram lotes e têm o direito de explorar as faixas para levar serviço de internet à população.
Nas concorrências das fatias de 50 MHz na faixa de 2,3 GHz, a região Sul do Brasil será atendida pela Claro, que ficou ainda com São Paulo, regiões Norte, e Centro Oeste, pelas quais ofereceu R$ 1,2 bilhão. Nos blocos de 40 MHz, o Rio Grande do Sul terá a TIM, que ficou com a região Sul (R$ 94,5 milhões), com Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo (R$ 450 milhões).

