O último painel do XXII Fórum da Liberdade, que ocorreu nos últimos dias 6 e 7, foi sobre o tema “Liberdade de Imprensa e Expressão”. O debate contou com a participação da diretora de redação da Revista Exame, Cláudia Vassallo, do vice-presidente de Programas Internacionais do Cato Institute, Tom Palmer, e do doutor
Cláudia Vassalo defendeu a liberdade de imprensa legal e irrestrita em uma sociedade livre personificada pelo leitor. Para a jornalista, “a imprensa livre e a democracia são indissociáveis. Nas ditaduras, são extintos o tráfego de opiniões e informações”. Quanto aos argumentos contra a livre imprensa, como denúncias e manipulação e corrupção, Cláudia afirmou que o público é o grande júri da mídia, “a mão invisível do leitor sempre funciona”.
Tom Palmer trouxe uma perspectiva política e filosófica para a liberdade de imprensa, abordando três tópicos. Primeiro, que a lei que rege a imprensa deve ser a mesma que rege as pessoas e as empresas
Humberto Ávila enfatizou a liberdade de expressão existente hoje em contraposição à época da ditadura, quando existia a figura do censor. Ele comentou ser uma coincidência que a Lei de Imprensa esteja em julgamento nesta semana no Supremo Tribunal Federal. Para Ávila, o País precisa caminhar para uma liberdade total de imprensa, uma vez que a Constituição assegura acesso à informação e perguntou: “o que fazer com uma lei que foi concebida em um momento antidemocrático?” Segundo ele, a Lei de Imprensa é incompatível com a Constituição. “A liberdade deve ser de forma ampla e irrestrita ou não é liberdade”, afirmou.

