A obra ‘Democracia por um Fio’ está em campanha de financiamento coletivo na plataforma Origo até a sexta-feira, 7. A publicação reúne uma seleção de charges produzidas pelo jornalista e chargista Celso Schröder, entre 2018 e 2022, além de contar com textos de Ernani Ssó. O evento de lançamento será na próxima segunda-feira, 10, no Clube de Cultura (Rua Ramiro Barcelos, 1853, no bairro Bom Fim), em Porto Alegre. O livro busca ajudar a reorganizar a memória coletiva de um período marcado pela violência política, pela desinformação e pela destruição sistemática das mediações democráticas.
Ao registrar a tragicomédia que ajudou a pandemia da Covid-19 desmontar estruturas sociais e empurrar pessoas para a fome, o livro também faz uma aposta radical: a de que rir, pensar e lembrar ainda são formas de impedir que a barbárie vença. Por meio do humor, da ironia e da inteligência, ‘Democracia por um fio’ quer transformar a perplexidade em memória e resistência. Publicada pela Edições Griffo, a obra conta com o apoio da Grafar, do SindBancários e do Clube de Cultura.
“Este livro nos desafiou a conseguir reproduzir o pânico e a ameaça desse passado próximo e, ao mesmo tempo, a dimensão absurda dos personagens. Representar o ridículo profundo e assustador não é tarefa fácil. A urgência crescente expressa no traço rabiscado é a prova do que estava atrás da porta”, explica Schröder.
O título inicialmente pensado seria ‘Democracia em risco’. No entanto, o livro foi rebatizado por Olívio Dutra, conforme o próprio conta no prefácio.
“Troquei o ‘em risco’ pelo ‘por um fio’. Sem nenhuma pretensão de corrigir o texto ou dar-lhe alguma precisão faltante, mas por puro vício de linguagem. O risco é que o fio pode, não pelo pousar dos pássaros, mas por intempéries, ventanias, sabotagens e ladroeiras, desencapar-se. Ocorre que capacetes, luvas e perneiras acima dos joelhos não nos livram desse risco, pois compõem a indumentária do próprio Batalhão de Choque! Mas vamos ler, ver e saborear este livro onde cada charge vale por mil discursos, principalmente dos meus”, observa.

