A agência Lowe é a primeira colocada entre as agências que disputam a concorrência do Banco do Brasil. Na abertura da proposta técnica, que é o item mais relevante em uma licitação desta natureza, a Lowe (que pertence ao grupo Interpublic, junto com as agências McCann e FCB) ficou com 92,75 pontos. Em segundo ficou a Master, de Curitiba, com 91,92 pontos, e em terceiro a Artplan, do Rio de Janeiro, com 88,59 pontos. O processo vai selecionar duas agências para o atendimento. Após o prazo de cinco dias úteis para apresentação de eventuais recursos, serão abertos envelopes com as propostas de preço.
O Banco do Brasil abriu a licitação para escolher duas novas agências no começo de abril. Atualmente, é atendido pela D+Brasil e pela Ogilvy. Em outubro do ano passado, a Agência Brasil, do governo federal, informou que auditoria do Tribunal de Contas da União, atuando em conjunto com a CPMI dos Correios, apurou que as agências de publicidade trabalhando para estatais incorporaram bonificações (BVs) que deveriam ter sido repassadas às empresas.
O relator, deputado Osmar Serraglio, PMDB PR, avaliou que “foram apropriados pelas agências de publicidade em torno de 10% a 20%”. Segundo seu cálculo, “em cinco anos, em uma das estatais, como o Banco do Brasil, o valor teria chegado a R$ 90 milhões”. Segundo a matéria, o relator disse acreditar que “os recursos da publicidade alimentavam uma fonte expressiva de corrupção”. E detalhou que a incorporação das bonificações pode ser constatada, especialmente na DNA e na SMPB.

