Em uma solenidade que contou com a presença da presidente da República, Dilma Rousseff, e do governador do Estado, Tarso Genro, o empresário Heitor Müller assumiu na noite desta quinta-feira, 14, a presidência da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em seu discurso de posse, Müller destacou que seu trabalho à frente da instituição terá como foco a defesa da educação profissional, da tecnologia, da inovação e da sustentabilidade. Também ressaltou os desafios da entidade e do país para os próximos anos: “Temos de nos preocupar menos com o futuro da economia e mais com a economia do futuro”, afirmou, ressaltando ainda a importância da educação na determinação da competitividade nacional. Foi aplaudido de pé ao fim do discurso.
O primeiro a falar na solenidade foi o então presidente da Fiergs, Paulo Tigre. Ele destacou que o desenvolvimento do Rio Grande do Sul está diretamente ligado a “novas façanhas”. “Entidades, estado e sociedade não podem ficar apenas repetindo um passado de glórias. O Estado precisa executar novas façanhas para buscar o desenvolvimento”, disse. Na presença da presidente Dilma Rousseff, que veio ao Rio Grande do Sul especialmente para acompanhar a cerimônia de posse, Tigre destacou o bom relacionamento da entidade com a presidente, antes mesmo da chegada ao cargo.
Dilma afirmou no discurso de saudação que a nova política do setor vai priorizar inovação tecnológica, fortalecimento do comércio exterior e a reestruturação do Super Simples. Informou que o pacote industrial será lançado no início de agosto e será baseado numa “vigorosa política de compras públicas”, na oferta de crédito e na facilidade de acesso a programas de inovação. “Nosso objetivo principal é diversificar a pauta de exportação de manufaturados. Também vamos investir contra práticas protecionistas fraudulentas e manter nossa visão estratégica de desenvolvimento, com estabilidade e inclusão”, disse a presidente.
Um dos pilares do pacote será aumentar a exigência de conteúdo nacional em investimentos no país, especialmente em obras públicas. Dilma também confirmou o lançamento do programa Brasil Sem Fronteiras, com a distribuição de 75 mil bolsas de estudo para graduação e pós-graduação até 2014 nas áreas de engenharias, ciências exatas, tecnologia da informação e ciências médicas. Essas são as áreas onde o país enfrenta a maior carência de especialistas, comentou. O destino dos bolsistas serão, segundo Dilma, as 30 melhores universidades do mundo.

