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Maioria de jornalistas é mulher e ganha até cinco salários mínimos

Constatação está registrada na pesquisa “Perfil do Jornalista Brasileiro”, da Fenaj

Em alusão ao Dia do Jornalista, comemorado neste domingo, 7, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançou relatório com a síntese da pesquisa ‘Perfil do Jornalista Brasileiro’. Entre os dados mais destacados da pesquisa, as mulheres compõem 64% do universo dos profissionais que estão em atividades e 59,9% recebem até cinco salários mínimos. Além disso, 98% da categoria tem formação superior, aproximadamente 50% trabalham mais de oito horas por dia e 27% trabalham em mais de um emprego.

Detalhe expressivo é que as mulheres jornalistas, mais jovens, ganham menos que os homens; são maioria em todas as faixas até cinco salários mínimos e minoria em todas as faixas superiores a esta referência. E são minoritárias nos cargos de chefia nos veículos e órgãos de comunicação. O levantamento subdividiu os entrevistados em três segmentos para aprofundar a análise: os que atuam na mídia – 55%; os que atuam em assessoria de imprensa ou outras atividades jornalísticas – 40%; e os que atuam como professores – 5%.

Para o presidente da Fenaj, Celso Schröder, os resultados deste estudo permitirão às entidades sindicais dos jornalistas buscarem maior sintonia com a categoria. “Apontam, por exemplo, a perspectiva de reforçarmos a luta das mulheres por igualdade de oportunidades, condições de trabalho e de salários”, disse. Ele também defendeu que a pesquisa consagra uma tese defendida pela entidade e pelos Sindicatos de Jornalistas: “O dado de que três quartos da categoria são favoráveis à criação do Conselho Federal dos Jornalistas, e de que menos de dois em cada 10 que atuam na mídia são contra, liquida com a expectativa daqueles que sempre buscaram criar um dilema sobre este assunto”, comemora.

O lançamento ocorreu em entrevista coletiva em Brasília, com as participações dos presidentes da Fenaj, Celso Schröder; do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo, Mirna Tonus; da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo, Dione Moura; e do professor Samuel Lima, um dos coordenadores da pesquisa, que foi desenvolvida pelo Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política da UFSC em convênio com a Fenaj.

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