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Mais da metade dos brasileiros confia na imprensa como fonte de informação

‘Digital News Report’ mostra País entre os sete do mundo que mais confia no Jornalismo, mas também o que o mais se preocupa com as fake news

Os brasileiros acreditam na imprensa. Conforme estudo ‘Digital News Report’ de 2021, executado pelo Instituto Reuters de Estudos de Jornalismo da Universidade de Oxford, com 54% da população confiante no Jornalismo, o Brasil está entre os sete países que mais acredita no trabalho dos profissionais da área. Por outro lado, o povo também é o que mais se preocupa com a desinformação (82%), o mais cuidadoso com o WhatsApp como canal de fake news sobre a Covid (35%) e o que mais associa os políticos à desinformação sobre a doença (41%).

A 10ª edição do estudo ouviu 92 mil pessoas de 46 países, realizada em 2020, representando as opiniões de mais da metade da população mundial. O relatório investiga os hábitos de consumo de notícias, confiança e acesso às fontes de informação e desinformação, modelos de negócios e os rumos do Jornalismo mundial.

No top dos países que mais confiam na imprensa está a Finlândia, com 65%, já o Estados Unidos é o que menos confia, com 29%.  Enquanto a média global de credibilidade nas notícias aumentou seis pontos, no Brasil ela cresceu três pontos em relação ao ano anterior. 

Meio de consumo de notícias

Com relação ao meio por onde as informações são vistas, o estudo revela o aumento via redes sociais, em especial entre os mais jovens e com menos escolaridade. O Facebook segue como a plataforma mais utilizada, mas, assim como o Twitter, vem perdendo espaço – sendo que essas são as mídias mais usadas pelos jornalistas e veículos de Comunicação. Se 25% da amostra global se informa por um site ou aplicativo, os de 18 a 24 anos têm duas vezes mais possibilidade de buscar informação pelas mídias sociais, agregadores de notícias ou notificações do celular.

Na média geral, os sites dos veículos de Comunicação ou seus canais de mídia social são os preferidos de oito em cada dez brasileiros para acessar notícias. Em segundo lugar, as redes sociais e em terceiro, a televisão. Além disso, 47% dos brasileiros compartilham notícias pelas redes sociais, apps de mensagens ou por e-mail. Os impressos estão em último lugar, sete vezes menos do que o público do virtual.

Entre as marcas de notícias mais confiáveis, estão as de TV, jornais regionais e locais. O ‘Jornal do SBT’ ocupa a liderança, depois a ‘Band News’ e a Record News Online, incluindo o portal R7, na terceira colocação. 

Brasileiro no topo dos mais preocupados com fake news 

Mesmo com o aumento da confiança na imprensa, o cidadão do Brasil é o que ainda mais se inquieta com a desinformação na internet, com 82%. Cerca de 58% também demonstrou preocupação em saber o que é verdadeiro ou falso no ambiente virtual. Além disso, eles também são os que mais se afligem com as fake news veiculadas pelo WhatsApp, com 35% dos entrevistados citando o aplicativo, quase o dobro dos que falaram em Facebook.

A pandemia é o tema mais associado às notícias falsas pelos brasileiros, seguido por assuntos políticos, celebridades e mudança climática. Quando se trata de fontes que mais disseminam essa desinformação sobre Covid-19, os políticos foram os mais citados (41%), em seguida vêm pessoas comuns, ativistas, jornalistas e governos estrangeiros. Com este índice, o País figura em primeiro lugar, seguido por Espanha, Polônia e Nigéria.

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