A mulher como protagonista das relações é o cerne da coluna de hoje da cientista política Elis Radmann. Ela defende que, ao discutir a questão, se deve ampliar a reflexão para além do contexto de cotas de gênero. “Em 2006, as conquistas legais da promulgação da Lei Maria da Penha e a posterior regulamentação dos direitos trabalhistas das empregadas domésticas colocaram o país na vanguarda mundial. Trata-se de conquistas paulatinas, em que as mulheres precisam revisitar o conceito de agente político para além de sua premissa formal”, observa.
Já a poetisa Lila Ripoll, natural de Quaraí, pauta o artigo de hoje do pesquisador e coordenador de Imprensa do Musecom, Carlos Roberto Saraiva da Costa Leite. O articulista conta que, neste ano, Lila, se estivesse viva, completaria 111 anos. No texto, Leite traz ponto a ponto a história da militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), como sua breve passagem pela prisão. “Nossa poetisa faleceu, no dia 7 fevereiro de 1967, em Porto Alegre, aos 61 anos, e seu corpo foi enterrado por seus companheiros partidários no Cemitério da Santa Casa de Misericórdia. Sua obra e sua voz libertária seguem encantando a todos que lutam e sonham com um mundo melhor…”, pontua.

