Nem mesmo o período de “aperto financeiro” afastou a colunista Márcia Martins de um passeio entre os títulos ofertados na Feira do Livro de Porto Alegre. “Os que permitem pular fora do limite que já é elástico, os que nos enganam com o pagamento rotativo (que atende também pelo nome de inviável) e aquelas folhas soltas de talão de cheques que podem ser datadas de meses e meses adiante (sim, isto ainda existe). Portanto, amigas que desfilaram comigo na Praça da Alfândega, me afastem das tentações. O abuso gastronômico também estará limitado não somente para não exagerar nos gastos.” Leia em “A praça dos livros, dos sebos, da boa conversa e dos encontros”.
Como a apuração que resultou no caso Watergate teria sido tratada em uma redação no contexto atual? O artigo “Divulgar escândalo seria mais difícil hoje”, de Carlos Eduardo Lins e Silva, traz uma reflexão sobre o assunto. “Bradlee teve momentos de dúvida sobre se valia a pena continuar na investigação e mesmo se deveria continuar confiando totalmente na dupla de repórteres que a conduzia, como revelou sua biografia, escrita por Jeff Himmelman e publicada em 2012. Mas a maneira como se fazia jornalismo e política na década de 1970 era muito diferente da que existe agora, 40 anos depois. Claro que as pressões do governo federal e seus aliados sobre o ‘Post’ eram muito pesadas.”

