Durante reunião-almoço, promovida pela Associação Brasileira de Agências de Publicidade (Abap), nesta quinta-feira, 6, na Casa da Montanha, foi lançado o Manifesto pela Liberdade de Imprensa. O evento para convidados contou com a presença de 70 dirigentes de agências da América Latina, também participantes do 19º Festival Mundial de Publicidade de Gramado.
O documento, lido em espanhol, expõe as razões que os levaram a adotar esse procedimento. Primeiramente, lamentaram o falecimento de Rui Mesquita, diretor do Jornal O Estado, de São Paulo, e de Roberto Civita, presidente da Editora Abril, relembrando sua importância como ícones da defesa da liberdade de imprensa e os tomaram como exemplo. Os publicitários também registraram as ameaças à liberdade de imprensa, que surgem devido a projetos legislativos e governamentais, e destacaram a liberdade como um fator inegociável, na medida em que é essencial a defesa da cidadania e da democracia. Descreveram, ainda, convicção de que os erros cometidos pela imprensa têm uma contrapartida legítima de acordo com a Constituição, ao contrário das medidas restritivas, que se atentam contra a imprensa.
Por fim, os publicitários signatários concordaram que a restrição à liberdade de imprensa os atinge diretamente, na medida em que o exercício da publicidade também é cerceado, tornando limitado o fluxo de criação e veiculação de suas campanhas. “Em nome dos mais altos valores e conquistas institucionais da democracia e dos consagrados direitos dos povos, reconhecidos e referendados por todos os organismos representativos da comunidade internacional, assinam este manifesto pela Liberdade de Imprensa”, encerram os dirigentes.



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