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Marcelo Rech fala sobre revolução da mídia a juízes

Jornalista participou da primeira edição do evento “Diálogos Ajuris e Imprensa”

A Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) iniciou na última sexta-feira, 14, o ciclo “Diálogos Ajuris e Imprensa”. O evento contou com a participação do jornalista Marcelo Rech, diretor editorial de Zero Hora e coordenador do comitê editorial da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Rech abordou o que chama de mídia convencional e não-convencional. “Estamos vivendo nos últimos 15 ou 20 anos o que existe de mais extraordinário de revolução na comunicação”, destacou, referindo-se às novas mídias, como jornais segmentados, de entidades, de empresas, e os programas de rádio na Internet e webtv.

Comparando a atividade dos magistrados e dos jornalistas, Rech disse que ao juiz não é facultada a parcialidade no julgamento de seus processos. Já o jornalista, segundo ele, “pode usar da parcialidade e até fazer dela um estilo, como é o caso dos colunistas que ocupam espaço justamente pela afinidade em escrever de forma mais opinativa”. Ele ainda identificou como semelhanças profissionais das duas categorias a necessidade de liberdade e credibilidade para serem exercidas da forma mais adequada. 

Rech falou ainda sobre dano moral e os inúmeros processos que os jornais recebem e discordou que exista um monopólio de comunicação: “Em Porto Alegre há cinco jornais diários, quatro rádios funcionando com jornalismo 24 horas por dia. As pessoas assistem ao que querem, lêem, o que desejam. Isso é direito de escolha”.

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