O aluguel de horários em TV, bastante utilizado por programas religiosos e de vendas de produtos, pode estar próximo do fim. Isso porque o novo marco regulatório da radiodifusão pretende eliminar a brecha na legislação que permite que ocorra esse tipo de prática. Poucas emissoras que não cedem espaço a esses programas, como SBT e Globo, estariam livres do impacto causado pelo novo regramento.
Conforme informações da Folha de S. Paulo, a última versão do decreto não só proíbe a venda de espaços na TV, como prevê que as emissoras sejam obrigadas a comprar os programas produzidos por terceiros. Dessa forma, ao invés de receber pelo aluguel, o canal terá que pagar para veicular a atração em sua programação.
Um estudo realizado pela Intervozes, em 2011, mostrou que Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial, comprava cerca de 10 horas semanais na Rede TV, enquanto a Ultrafarma ocupava quatro horas e meia. Sem revelar detalhes sobre o assunto, o Ministério das Comunicações informou que o marco ainda passará pela consulta pública.

