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Marketing político possui uma linha tênue entre a ética e a não-ética

Afirmação foi do diretor de criação da Paim Fábio Bernardi

Existe uma linha muito tênue no marketing político que define o que é ético e o que não é ético. Este foi um dos princípios debatidos durante a palestra “O que a publicidade pode aprender com a propaganda política”, que ocorreu no Instituto Goethe nesta tarde.  “Nenhum político cumpre tudo o que prometeu, até porque as promessas são feitas e, ao longo do mandato, a mentalidade das pessoas muda e o ambiente também se transforma. Muitos utilizam as eleições como forma de se projetar para o futuro e de ganhar destaque na mídia. Os governantes fazem de conta que estão dividindo uma idéia, mas acabam tomando a decisão sozinhos. Isso se chama paralogia e é uma ferramenta muito usada pelo marketing”, ressaltou o publicitário Fábio Bernardi.  

Depois de definir conceitos de propaganda política e comercial, o profissional finalizou afirmando que elas não são irmãs e sim primas, pois são semelhantes no processo de sedução do telespectador e usam aspectos como emoção, foco, guerra de percepção, repetição e promessa de retorno. Bernardi também disse que precisou de tempo para saber lidar com o fato de, muitas vezes, eleger um candidato que não respondia às expectativas criadas. Hoje, o profissional adquiriu jogo-de-cintura e disse que não deixa se corromper e que não aceita ser cúmplice quando existem propostas desleais com os eleitores.

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